O VARREDOR

O VARREDOR

Mercêdes Pordeus

Recife/Brasil

 

Varrendo a rua não importando se de noite ou dia.

O varredor com dedicação, o seu trabalho desempenha.

Pessoas passam indiferentes sem desejar bom dia

E não o agradecem pela a nobreza do seu empenho.

 

Ele varre toda a sujeira, os borralhos a vida inteira.

Não se importa se feitos por crianças ou adultos

Está ali, e permanece no seu silêncio absoluto.

Uma criança rompe do seu silêncio as fronteiras.

 

Apenas uma criança… Uma criança de rua!

Dedica um pouco do seu tempo e continua…

Observa o homem solitário no seu mundo imaginário

Criança que vive a indiferença do mesmo mundo arbitrário.

 

Pergunta ela: Por que você está tão triste? 

O homem fica calado e a criança insiste.

– Você não vê, nem pareço ser humano!

Todos passam felizes, mas me ignorando.

 

Fico aqui varrendo, varrendo… incansavelmente

As pessoas passam e fingem que estou ausente

Assim como fazem com você, não percebe?

Nem se quer um pouco de carinho do irmão recebe.

 

E assim aquele homem continua a sua varredura

Varra amigo, só lhe peço, não perca a sua postura.

Nunca varra desse seu limpo e nobre coração

A esperança de que um dia aprendam uma lição.

 

De que todos têm uma alma e um coração

Que perante Deus nós somos todos irmãos

E que Ele entre nós não fez e nem fará acepção

Recebe-nos com a mesma afeição e sem distinção.

 

Em 28/05/2008.

 

http://ecosdapoesia.net/cenarios/roberto_bergamo/bloco4.html

 

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