DUETO VICTOR JERÓNIMO E MERCEDES PORDEUS PORTUGAL/BRASIL

ESCRAVO DO TECLADO
Victor Jerónimo


Recordo com saudade aqueles tempos
de levantar em madrugadas belas,
Com o nascer do sol em companhia
e o acordar dos pássaros em lindos trinos.

Recordo como era saudável e magro
ao sair de casa para uma pedalada,
Correndo lonjuras em grande fôlego
peito ao vento vencendo o vento.

Recordo aquelas tardes em sossego
onde no sofá me estirava lento,
Descansando o corpo do tormento
Ao som de belas musicas ambientais.

Recordo aquelas noites em carinho
de afagos mil e promessas sem fim,
Do envolvimento dos nossos corpos
em descobertas e redescobertas.

Tudo teve um fim, um terminar,
E aquela caixinha, foi-se infiltrar
lentamente pedindo as descobertas
de novos mundos, grandes promessas.

Foi o descobrir de um novo mundo
a facilidade de encontros e amigos,
Ou o introduzir de invejas e ciúmes
mas tudo num apelo quase maldito.

Foi o encontrar de novos mundos,
Gentes antes ilustres desconhecidos.
Também o amor pela caixa apareceu
como se a vida fosse um céu aparecido.

Mas tudo tem um preço a pagar,
Desta vida nada se leva levemente
É este o destino de quem vive apegado
tornar-se escravo da caixa e teclado.

Dias perdidos e o corpo se perdendo,
Noites mal dormidas e a saúde abalada.
Vicio que nos agarra pior que droga
e toda uma vida bela vai morrendo.

02.Out.2006

MALDITO TECLADO
Mercêdes Pordeus

Que poder mágico é este que nos impele
A conviver com pseudos seres humanos,
Quando o que desejam é arrancar nossa pele
E para isto passam meses arquitetando planos.

Em nome da cultura cometem seus desmandos
Lobos "maus" embutidos em peles de cordeiros,
Fingindo-se então ordeiros e bons companheiros
Mas, pobres coitados, que instilam seus venenos.

E a gente começa a pensar: foi com esses monstros
Que passei noites a papear, em detrimento da vida?
As horas que perdemos de ao lado dos nossos estar
Uma boa leitura, um bom programa de TV aproveitar?

Falsos, caluniadores, ignóbeis, grandes forjadores
Não temem a Mão de Deus, quem dera do homem…
A justiça de Deus deles não esquecerá, enganadores!
Oh! Maldito teclado, deles me fizeste conhecer o nomes.

Oh! Bendito teclado, também não és assim tão mau
Ainda bem, meu amigo, fizeste-nos conhecer os anjos,
Pessoas boas, que nos fazem o bem sem cobranças
Que são vocês meus queridos amigos lendo-me agora.

Pessoas desprovidas de quaisquer maldades,
Que se doam sem esperar ou nos cobrar adiante
Cobrar? Cobra-se apenas aquilo que se deve!
Que contradição entre maldito e bendito teclado!

05-10-2006

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Uma resposta para DUETO VICTOR JERÓNIMO E MERCEDES PORDEUS PORTUGAL/BRASIL

  1. Elen disse:

    Olá Mercedes,
    boa noite!
    Vim agradecer tuas gentís palavras la no meu space e dizer que é sempre um prazer receber alí os amigos. Obrigada.
    Nem me dei conta do tempo, lendo aqui tuas poesias. Belíssimas. Parabéns!
    Apareça sempre, sim?
    Beijo.
    Elen

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