POETA NÃO FINGE

Mercêdes Pordeus
 
Poeta, que és incapaz de fingir
Expõe o que te vem à alma e ao coração
Ao contrário do palhaço, pobre palhaço
Que, pelo menos em uma circunstância
Sua obrigatoriedade é fingir.
 
Já o poeta, às vezes, pobre poeta
Exterioriza o que vem do seu âmago
Se por um lado não precisa fingir sua felicidade
Também sem subterfúgios mostra sua realidade
Mesmo quando essa realidade é dolorida.
 
Dor que vem lá de dentro, não pode ocultar
Dor que rasga sua alma deflorando-a
E cruza seu coração dilacerando-o
Assim, vive o poeta suas dores e alegrias
 
Sim palhaço, pobre palhaço ainda tens sorte
De em pelo menos num momento da vida
Apenas um, seres obrigado a fingir
Pois enquanto, na alegria e felicidade
Aí sim, vives tua plenitude em duplicidade.
 
23/10/2004
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