ROSA ETERNA

 ROSA ETERNA
Mercêdes Pordeus
 
Hoje, como numa viagem ao tempo, transportei-me e voltei a ser criança. Uma criança num jardim em meio das flores, sorriso de Maria, dálias, margaridas, boa noite, bom dia, estrela da tarde, copos de leite, orquídeas e até flores de morango, a associação dessas flores era de uma beleza singular e a cada dia tornavam-se mais belas, pois havia também uma Rosa, a rainha das flores. Era essa Rosa que cuidava dois jardins pararelamente, pois ela tinha outro jardim composto de oito flores, dentre elas, uma era eu…
Porém, aqueles jardins, dos quais ela cuidava com carinho e amor, brotavam a cada dia com singular beleza e todos os admiravam.
E a minha Rosa conversava com as flores, alimentando-lhes a vida. Eu me perguntava: teriam as flores alma? Mais tarde compreendi que minha Rosa, esta sim tinha alma, por isso ela amava sua diversidade de flores, cuidava, revolvia a terra, adubava e as regava.
 Um dia, a Rosa, que tinha alma, partiu para a eternidade e seu canteiro paulatinamente foi fenecendo, porque sentia sua falta, sentia falta das suas mãos e da sua voz. Já o canteiro que tinha oito flores, se entristeceu, porém não  podia se deixar fenecer.
Hoje, aquela Rosa cuida de outro jardim, o qual é eterno e não se deixa morrer. É o jardim que Deus lhe reservou. O canteiro que restou, traz dentro de si a mais bela e doce lembrança de sua Rosa e do seu amor.
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